Postura e Força

RESUMO DO ARTIGO

A força e a postura, quando são trabalhadas, promovem uma melhoria na qualidade de vida do indivíduo, estabelecendo um fortalecimento do corpo como um todo.

| POSTURA E FORÇA

Uma boa postura nem sempre é aquela em que a pessoa mantém a cabeça erguida e peito aberto aos quatro cantos do mundo.

Dizer que se tem uma boa postura reflete muito no indivíduo, desde a sua vida privada, trabalho, lazer, conflitos internos e/ou externos. Uma pessoa passa muitas horas do seu dia sentada ou de pé na sua jornada de trabalho diária, pode ter a chamada “boa postura”? Sim, é possível! Por vezes, a fisiologia da pessoa, por si só, já tem uma pré-disposição adequada no que diz respeito a uma boa postura: ombros para trás, peito aberto e coluna alongada.

Por outro lado, é importante salientar que o facto de as pessoas desenvolverem uma postura “comprometida” numa fase inicial da sua vida, esta mesma postura terá consequências em fases posteriores da vida.

Por exemplo: nas mulheres, durante a sua adolescência, o crescimento das mamas pode ser um factor de vergonha devido à saliência que as mesmas provocam em determinados tipos de roupas. Neste sentido, como forma de diminuir essa saliência, os ombros são projectados para a frente, juntamente com o tronco, mascarando, momentaneamente. Na sua fase adulta, pode vir a desenvolver o chamado síndrome do cruzado superior que é caraterizada por ter os ombros arredondados para a frente, palmas das mãos dirigidas para trás, cifose dorsal acentuada (corcunda) e cabeça avançada.

Igualmente, se pensarmos nas atividades da vida quotidiana, muitos são os factores que levam às más posturas: o simples carregar de uma mala, os sacos de supermercados, horas à frente do computador, entre outros. E, numa realidade mais atual, inclusive nas crianças, é a constante cabeça inclinada para os dispositivos móveis (tablets e smartphones). 

Os homens, também sofrem com a puberdade quando têm um crescimento muito rápido acabando por curvar-se para frente numa postura cifótica. A prática de atividade física melhora essa condição quando trabalhada juntamente com o desenvolvimento motor e anatómico.

Estes exemplos servem de parâmetros para analisar factores externos do nosso dia-a-dia que nos influenciam. Para além destes factores, existem os factores internos, como a depressão, o stress, a insónia, o sedentarismo, entre outros. Cada vez mais vemos pessoas com depressão, stressadas e com noites mal dormidas, que afetam significativamente a sua postura. No sedentarismo, por exemplo, promove-se uma falta de força e má postura da qual podem gerar outras doenças para uma má qualidade de vida.

Então, o que fazer? 

A força e a postura, quando são trabalhadas, promovem uma melhoria na qualidade de vida do indivíduo, estabelecendo um fortalecimento dos membros superiores, inferiores e core, ou seja, o corpo como um todo.

Através do exercício físico consegue-se melhorar a postura do indivíduo gerando uma força de dentro para fora. O exercício físico deve ser orientado de forma que a aprendizagem do agachar, subir, descer e virar deva ser praticado no dia-a-dia do indivíduo. Neste caso, a orientação de um profissional vai muito além de um simples exercício. Vai desde uma aprendizagem constante das habilidades motoras, de postura e, logicamente, sociais.

Conseguimos corrigir a postura? Em alguns casos, sim. Noutros casos, podemos promover uma melhoria e ajuste da má postura com uma adaptação e correção menos prejudicial através do fortalecimento dos músculos. Hoje em dia é muito comum as pessoas terem problemas de coluna derivadas de uma má postura. O que se pode fazer é melhorar a condição física dessa pessoa para que tenha menos dores, mais força, menos stress e mais disposição.

POR VÍTOR NERI | personal trainer do PT Studio

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