Exercício em Tempos de Pandemia

RESUMO DO ARTIGO

Estávamos nós adaptados às nossas rotinas diárias, quando uma pandemia decidiu tirar-nos a liberdade de podermos sairmos de casa. O que fazer agora?

| EXERCÍCIO EM TEMPOS DE PANDEMIA

Estávamos nós adaptados às nossas rotinas diárias, quando uma pandemia decidiu tirar-nos a liberdade de podermos sairmos de casa, seja para nos deslocarmos aos sítios onde trabalhamos, seja para passearmos na rua sem preocupação de usarmos máscara, ou até ainda para frequentarmos o nosso ginásio de eleição.

Não há dúvidas, e foram saindo nos últimos tempos dados que o comprovam, que todas estas mudanças a que a pandemia nos obrigou têm tido efeitos de diversa natureza, nomeadamente no nosso bem-estar físico e emocional. O Jornal Expresso avança, a 25 de dezembro de 2020, que investigadores da Universidade de Ottawa, no Canadá, concluem que as insónias aumentaram 24%, o stress pós-traumático disparou 22%, além do crescimento de quadros clínicos de depressão (16%) e de ansiedade (15%)¹.

Na altura do confinamento geral obrigatório, notou-se que as próprias pessoas procuraram ajuda para poderem realizar exercício em casa, vimos quem se refugiou na música, quem dançasse com a família, muitos aproveitaram para colocar a leitura em dia, outros dedicaram-se à pastelaria, jardinagem, jogos de tabuleiro, puzzles etc. Haveria muitos outros exemplos a dar, mas não é aí que quero chegar. A verdade é que, a grande maioria, procurou atividades que os ajudassem a combater o stress, a ansiedade, o medo do desconhecido e a impossibilidade de prever o dia de amanhã.

Com todas estas questões advindas do confinamento, o exercício acaba por ter um papel ainda mais importante. O teletrabalho foi largamente implementado e muitas pessoas, se já tinham trabalhos sedentários, agora para adicionar a isso algumas já nem precisam de se deslocar para o trabalho. Deslocam-se menos, possivelmente também já almoçam em casa, o que é muito bom para a carteira, mas retira-lhes ainda a pouca atividade que tinham. E não estou a dizer que tudo isto é mau, embora o tom que esteja a utilizar pareça, até porque há pessoas que têm preferido assim: não apanham trânsito pela manhã, gastam menos em transporte e alguns até produzem mais no trabalho por terem menos distrações (não falo no caso dos pais que tiveram de ter os filhos em casa). Mas sei que não são tudo desvantagens, sejamos francos.

Sem me querer alongar muito mais, queria só deixar aqui uma mensagem de sensibilização. Que se consigam adaptar e arranjar estratégias para não sofrerem com os pontos negativos da pandemia, pese embora estes não atinjam todas as pessoas na mesma magnitude. Mas façam exercício com a vossa família ou sós, como preferirem; peçam ajuda a algum profissional que conhecem e que vos conheça, de forma a poderem fazer um plano de treinos semanal para vos ajudar a manter a atividade e a sanidade mental; Andem de bicicleta; Façam caminhadas em sítios seguros, sem aglomeração de pessoas; E se conseguirem, continuem a frequentar o ginásio, respeitando claro, todas as medidas para se protegerem.

Cuidem-se, e cuidar-se é exercitar o corpo e a mente. Mantenha o exercício e a sanidade mental que, em breve, sairemos disto.

Um feliz 2021.

¹https://expresso.pt/coronavirus/2020-12-25-Covid-19.-Depressao-ansiedade-insonias-e-stress-pos-traumatico-os-efeitos-secundarios-da-pandemia

POR TIAGO CORREIA | personal trainer do PT Studio

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