A Doença Cardiovascular e o Exercício

RESUMO DO ARTIGO

O exercício físico é uma das formas mais simples e eficazes para aumentar o
nosso nível de atividade física. Através deste, vamos gerar um conjunto de adaptações
sistémicas, que englobam a melhoria do nosso sistema cardiovascular.

| A Doença Cardiovascular e o Exercício

As doenças cardiovasculares afetam um dos sistemas mais vitais à vida do ser humano, mais concretamente, o coração e os vasos sanguíneos, que englobam as nossas artérias, as nossas veias e vasos capilares.

Em Portugal, e apesar de uma tendência decrescente ao longo das últimas décadas, as doenças cardiovasculares quando manifestadas em acidente vascular cerebral e enfarte do miocárdio são, nos dias de hoje, uma das principais causas de morte do nosso país (DGS, 2017).

Quer o acidente vascular cerebral (AVC), quer o enfarte do miocárdio são, na maioria das vezes, resultado de um processo dominado por aterosclerose, que é consequência de um depósito de gorduras e cálcio no interior das artérias, dificultando a circulação sanguínea no nosso corpo (DSG, 2019).

Existe um leque muito vasto de fatores de risco que contribuem para a manifestação desta doença, sendo alguns deles modificáveis, onde a alteração de comportamentos é essencial para o controlo deste tipo de doenças.

Podemos considerar como fatores de risco modificáveis, a hipercolesterolemia, a hipertrigliceridemia, o tabagismo, a diabetes millitus, o sedentarismo, e a obesidade, entre outros.

Centremos a nossa atenção no sedentarismo e na obesidade. Como podemos alterar estes fatores de risco? Na maioria das vezes, a resposta acaba por ser simples. Aumentar os níveis de atividade física será essencial para alteração destes comportamentos.

O exercício físico é uma das formas mais simples e eficazes para aumentar o nosso nível de atividade física. Através deste, vamos gerar um conjunto de adaptações sistémicas, que englobam a melhoria do nosso sistema cardiovascular.

O que exigir? Iniciar a prática de exercício físico deve ser um processo acompanhado por técnicos de exercício físico devidamente credenciados, e de um aval médico, algo que é possível na nossa clínica. Para iniciar uma prática de exercício físico em segurança, será preponderante, conhecer o nosso corpo, e as nossas limitações. Imaginemos, se temos um motociclo apenas capaz de atingir os 100 km/h. Se exigirmos que este ande a 110 ou 120, existe um conjunto de sistemas que não vão estar preparados para que possamos conduzir em segurança. É bem possível que, por exemplo, o sistema de travagem não seja eficaz, e possamos ter um acidente.

O mesmo acontece com o nosso corpo, e em especial, o nosso coração. Conhecer os nossos limites cardiovasculares será fundamental e, para isso, há que determinar um limiar de segurança de exercício através da frequência cardíaca (Sutton, Lucett & Clark, 2012).

O treino com resistências, também conhecido como treino de força, é um dos métodos de treino que, apesar de provocar stress no sistema músculo-esquelético, promove uma menor sobrecarga no sistema cardiorrespiratório, comparativamente ao treino aeróbico, sendo no entanto capaz de induzir os mesmos benefícios que este (Giulioano, Karahalios, Niel et al., 2016).

Em forma de conclusão, e parafraseando um dos maiores especialistas em treino de força, Tom Purvis, “Todo o exercício é inapropriado, a não ser que seja baseado no conhecimento do corpo!”. Portanto, se quer alterar um dos principais fatores de risco para as doenças cardiovasculares, o sedentarismo, eleve o seu nível de atividade física procurando sempre um profissional devidamente credenciado.

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